quinta-feira, 18 de junho de 2009

Senhorios de Santarém culpados

Na quarta-feira, estive a ouvir uma senhora arrendatária que ocupa uma loja na rua principal do Centro de Santarém á pelo menos 40 anos.

A sua loja encontra-se com os tectos amarelos, roupas á monte e sem qualquer atractividade visual e sem um espaço agradável para receber o cliente; a decoração da loja está como a 40 anos atrás sendo que com a idade as mobílias e o tecto falso deram-se de si.

Seu sistema de vendas, ainda é a do caderninho que vai anotando as parcelas de clientes tão velhos como a loja.

Esta pessoa acusa o senhorio de não alugar a parte de cima da casa e dos
Presidentes de Câmara que na sua opinião não favorecem o comércio tradicional.

Quer dizer durante anos pagou rendas baixas e facturou milhares de contos, nunca investiu um cêntimo na imagem do seu comercio, mais da metade dos lucros não foram declarados e investiu o dinheiro na aquisição de bens
imobiliários e na formação da família, mas o culpado é sempre o desgraçado e na sua maioria pobre proprietário e a Câmara.

Agência publicitária

Hoje é quinta-feira, fui com o meu grupo de estudantes fazer uma visita a uma loja de publicidade que está situada em pleno Centro Histórico.

Conversa puxa conversa, após a definição do que é uma empresa publicitária e as suas vertentes, descobrimos que a empresa já existe há 10 anos e que a sede é em Lisboa.

Inevitavelmente falamos em crise e da situação do Centro Histórico de Santarém.

No plano de visão empresarial, esta pessoa discorda dos
comerciantes locais que se defendem dizendo que a culpa é a falta de estacionamento na cidade.

Segundo o empresário, a culpa é dos comerciantes que não acompanharam a evolução e não investiram na imagem do seu negócio.

O
comercio local encontra-se degradado em todos os sentidos inclusive a própria imagem.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Coruche e a degradação

O centro Histórico de Coruche está demasiado degradado, muitos edifícios já não conseguem ser restaurados.
Coruche vive os mesmos problemas dos outros centros históricos do país, o pequeno comércio tradicional tem os seus dias contados.
As isenções das taxas não são suficientes para levar o senhorio a endividar-se em pró de um inquilino que pague uma miséria de renda.
Os custos de um empréstimo são demasiados elevados para os senhorios, e na sua maioria, os inquilinos tem mais dinheiro que o proprietário.
Enquanto houver leis que protegem somente os inquilinos e penalizem os proprietários, os centros históricos tendem a desaparecerem.
Um dia em que a lei mudar e der aumentos de rendas como devem ser, poderá então haver uma hipótese de recuperar o pouco que sobrar dos prédios antigos.

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=8&t=Centro-historico-de-Coruche-ao-abandono.rtp&article=219160

terça-feira, 14 de abril de 2009

Casas degradadas


Publicação: 03-04-2009 18:14 | Última actualização: 03-04-2009 18:36
Casas degradadas
Senhorios que não façam obras poderão ser obrigados a vender
O governo quer obrigar os senhorios a vender as casas degradadas, no caso de se recusarem fazer obras. O projecto ainda está em fase de estudo, mas os senhorios avisam já que se trata de uma medida que vai contra a Constituição.



O projecto em estudo prevê que o senhorios vendam as casas em hasta pública, caso as ordens de reabilitação coerciva ditadas pelas autarquias não sejam cumpridas.•
O novo proprietário deverá ser quem oferecer mais dinheiro no leilão e garantir que as obras serão cumpridas no prazo previsto.•
A medida deverá ir a Conselho de Ministros nos próximos 15 dias, mas a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) já está a levantar dúvidas sobre a sua constitucionalidade, alegando que interfere com o direito à propriedade privada.•
A ALP pondera, mesmo, solicitar uma audição ao Presidente da República.•
A venda forçada de casas degradadas, sem mais-valias, deverá juntar-se a outros instrumentos previstos na lei como a expropriação e o arrendamento contra a vontade dos senhorios.•
O novo enquadramento poderá atingir 300 mil casas em todo o país e Lisboa é a cidade que estará em piores condições, com quase 40 mil casas degradadas.

Apesar dos incentivos, o ano passado foram reabilitadas apenas 2570 casas.

300.000 abandonam o Centro Histórico do Porto.


O centro histórico do Porto está muito envelhecido.
Os prédios estão muito degradados, nem os senhorios e nem os inquilinos têm dinheiro para mandar arranjar.
As canalizações antigas e centenárias, vão resistindo; as instalações eléctricas, são um convite aos fogos.
Este é um panorama geral dos centros históricos deste nosso Portugal.
Enquanto não houver um governo que ajude os senhorios a receberem rendas mais justas, Portugal continuará a perder os seus centros históricos, e a possibilidade de um dia
Usar estas casas e prédios como cartão de visitas para os turistas que visitam o nosso País.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Certificação energética.

Certificação Energética
Decreto-Lei que aprova o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios e transpõe parcialmente para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2002, relativa ao desempenho energético dos edifícios
Este Decreto-Lei dá cumprimento à obrigatoriedade dos Estados-Membros de implementarem um sistema de certificação energética que assegure a melhoria do desempenho energético e da qualidade do ar interior nos edifícios e que garanta que estes passem a deter um Certificado de Desempenho Energético.
O sistema agora aprovado abrangerá, de forma faseada, em função da sua tipologia e dimensão, todos os edifícios habitacionais e de serviços.
A sua aplicação prática terá início em 2007, abrangendo nesse ano os grandes edifícios residenciais e de serviços a construir. Os edifícios residenciais existentes, cujos proprietários deverão possuir um certificado informativo sobre os consumos energéticos esperados, para efeitos de venda, locação e arrendamento, só serão abrangidos a partir de 2009.
O Certificado de Desempenho Energético tem como finalidade:
- Para os edifícios residenciais, informar os proprietários, compradores e arrendatários sobre a eficiência energética e os consumos de energia esperados numa utilização normal do edifício, bem como das medidas de melhoria de desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar para reduzir as suas despesas energéticas;
- Para os edifícios de serviços, para além de informar sobre o desempenho energético do edifício, assegurar aos utentes que o edifício reúne condições para garantir uma adequada qualidade do ar interior.
Esta é uma iniciativa particularmente relevante no combate às alterações climáticas, contribuindo para uma maior racionalização dos consumos energéticos nos edifícios e para a prossecução de uma das medidas do Programa Nacional para as Alterações Climáticas, «Eficiência Energética nos Edifícios», pelo impulso que é dado ao cumprimento dos Regulamentos relativos aos Sistemas Energéticos e de Climatização dos Edifícios - RSECE e às Características de Comportamento Térmico dos Edifícios - RCCTE.
As medidas previstas neste Decreto-Lei materializam, no que respeita aos edifícios, as orientações políticas sobre eficiência energética assumidas na Estratégia Nacional para a Energia.
Optou-se, assim, por consagrar um modelo de certificação energética que salvaguarda um conjunto de procedimentos simplificados e ágeis no domínio do licenciamento e da autorização das operações de edificação, na linha do esforço de desburocratização que tem vindo a ser prosseguido pelo Governo.
Consultado no blog: http://www.menosenergia.com/